domingo, 15 de abril de 2018

Ratinho Junior quer ampla aliança para eleições

Pré-candidato ao governo do Paraná pelo PSD, o deputado estadual Ratinho Jr., foi o primeiro dos postulantes a anunciar a pretensão de entrar na disputa ao Palácio Iguaçu, em meados de 2017. Em visita a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina nessa quinta-feira (12), também não escondeu que está bem adiantado na costura política com partidos para viabilizar seu projeto. Além do PSD e PSC - siglas que já liderava na AL (Assembleia Legislativa) -, Ratinho ganhou recentemente o apoio declarado dos evangélicos ao fechar com o PRB (base política da igreja Universal) e do PR (Partido da República). O deputado também confirmou que as conversas estão avançadas com o diretório estadual do PV (Partido Verde).


Ratinho Jr. não considera precoce a formação dessas alianças há quatro meses do término do período definido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). "Quem planeja erra menos. Temos esse planejamento que não é de hoje. Desde que entrei na vida pública tenho esse desejo de ser governador. Poder fazer alianças nos garante força e viabilidade à candidatura e bons candidatos a deputado". Segundo o calendário eleitoral, até o dia 5 de agosto é possível realizar convenções partidárias e formar coligações para as eleições de outubro.

FORÇA
A força política foi demostrada na última semana quando o pré-candidato conseguiu abocanhar cinco dos 12 deputados que migraram de partido na chamada 'janela partidária'. "Com essa aliança montada não quer dizer que não aceitaremos outros partidos, mas já não teremos a dependência de ficar negociando cargo e espaço, justamente para não perdermos a eficiência, caso eleito".

Ratinho Júnior diz que não se preocupa em ser o candidato do ex-governador Beto Richa (PSDB), de quem foi secretário por três anos, e que deve compor chapa ao Senado com a governadora Cida Borghetti (PP). "Nunca fomos uma sub-legenda de algum grupo político. Sempre tivemos a clareza da construção de um novo projeto independente. Nossa candidatura independe de apoio do partido A ou B."

O deputado negou que seus votos recentes na AL seria uma tentativa de descolar sua imagem do governo. Ele votou contra a gratificações para juízes e promotores e se posicionou ao lado da oposição. "Não foi. Foi uma questão de princípio. Todos os impostos que a população paga ficam destinados praticamente à folha de pagamento. O Estado perdeu sua capacidade de investimento em infraestrutura e em educação. Temos que acabar com essas regalias", frisou.

Os candidatos para as duas cadeiras ao Senado e de vice-governador na chapa não foram definidos, mas Ratinho Jr. confirmou que o presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Edson Campagnolo, e a deputada federal Christiane Yared (PR) estão na mesa de negociação para as vagas.

GESTÃO ENXUTA
O deputado defende a diminuição da máquina pública, política de resultado e choque de gestão, ao mesmo tempo demostrou que se preocupa em formar ampla aliança política para as eleições. Questionado se irá priorizar indicações técnicas nos cargos públicos, Ratinho Jr. informou que pretende equilibrar essa questão. "Pretendo ter pessoas preparadas, podemos ter políticos preparados tecnicamente, nem sempre só o técnico da conta de fazer uma boa gestão. O que tenho feito é não ter que 'vender' cargos em troca de apoio. E essa aliança que temos feito nos dá essa garantia", disse Ratinho ao prometer redução de 50% no número de secretarias. O Estado tem atualmente quase 30 pastas.

FONTE: Guilherme Marconi - Jornal Folha de Londrina

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