domingo, 25 de fevereiro de 2018

Produtores de Cambará apostam no controle biológico para enfrentarpragas

Nuvens de insetos sobrevoando plantações costumam significar tempos difíceis para o agricultor de qualquer região do Brasil. A não ser quando esses mesmos insetos são liberados intencionalmente pelos próprios produtores.  

É isto que estão fazendo os produtores Fabiano Rodrigues Ferreira, Mauro Franco e Rodrigo Cenizo. Cansados de investir pesado no controle de pragas pelo método convencional, onde é necessária a aplicação de defensivos químicos para o controle das pragas, os produtores rurais de Cambará estão apostando em armamento mais tecnológicos para o combate da praga da soja. Trata-se do controle biológico na lavoura. 

A técnica baseia-se no uso de insetos que se alimentam de ovos e larvas das pragas. “O objetivo é reduzir o uso de produtos químicos na lavoura, os custos com o seu manejo e os impactos que causam ao meio ambiente” conta Cenizo. De acordo com Cenizo, a técnica está sendo implantada em Cambará em parceria com a empresa BUG, que desenvolve a tecnologia desde de 2005 com resultados promissores. O primeiro com o novo armamento de combate as pragas foi efetuado com sucesso, segundo revela o Engenheiro Agrônomo. 

De acordo com Tarciso Soares de Oliveira Junior, (foto ao lado) responsavel da BUG
no projeto em Cambará, as vespinhas (Telenomus Podisi) são criadas em laboratórios, embaladas em recepiente próprio e soltas na região afetada pelo percevejo. Um drone é usado na soltura dos agentes biológicos garantindo a eficácia da aplicação. A pesquisa, aliada ao uso de drones, devem dar ainda mais fôlego para a expansão da tecnologia na região. Uma recente visita ao campo experimental apontou que a aplicação apresentou resultados acima das expectativas. Pelas análises prelimináres, dos técnicos anunciam que a guerra de insetos já começou. A iniciativa ainda é vista com ceticismo pela maioria dos produtores ouvidos pela reportagem, mas se depender dos resultados promissores até agora, é bem possivel que a tecnologia deve, pelo menos a médio prazo, alterar a cultura de uso de veneno nas lavouras.

Crédito do texto e foto: Roberto Francisquini - Circulando.Aqui

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