sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Fé na Padroeira do Brasil une três gerações da família Molini

Católicos de todo o Brasil comemoram os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Histórias de fé e devoção marcam os fiéis católicos, unem corações e encurtam distâncias. Gerações inteiras se dedicam às homenagens à santa. Em Ribeirão Claro, três gerações da família Molini também comemoram e vivenciam o milagre da Padroeira do Brasil.
Tudo começou a 39 anos, quando a matriarca da família, conhecida como dona Tuti teve a fé testada. Devota de Nossa Senhora Aparecida, ela teve o filho caçula à beira da morte. “Lembro-me muito bem. Era um domingo de páscoa. Ele brincava com os irmãos embaixo de uma árvore quando começou a sentir dores na barriga”, explica. Na madrugada, as dores aumentaram e o menino teve de ser conduzido ao hospital. O diagnóstico: câncer.
Ao tentar efetuar uma cirurgia às pressas, o médico constatou a gravidade da enfermidade e apenas colheu material para biópsia, alegando que o filho dela não resistiria e iria morrer. Conhecedor da fé da dona Tuti, pediu para que ela orasse para que o filho tivesse uma morte tranquila. Sem titubear, dona Tuti disse ao médico que “o que para ele era impossível, para a Padroeira não seria”. “Minha fé estava sendo testada e eu permaneci firme. Prometi que se meu filho fosse curado eu celebraria uma missa em ação de graças todo dia 12 de outubro, durante toda a minha vida”. O filho foi curado e a promessa até hoje continua sendo cumprida.
Anos mais tarde o câncer voltou. Novamente dona Tuti colocou a fé em ação e o filho caçula foi curado pela segunda vez, agora em definitivo. Desde então, já se foram 39 anos. No início, dona Tuti e os filhos saiam de casa em casa pedindo flores para enfeitar a igreja Sagrado Coração de Jesus, pois a promessa que houvera feito fora para, em sinal de humildade, pedir flores ao invés de compra-las. “Naquela época nem tínhamos condições de comprar flores e mesmo que tivéssemos as pediríamos, como fazemos até hoje”, conta o empresário José Carlos Molini, filho mais velho da dona Tuti.
Ele acrescenta que não havia floricultura na cidade e muitas famílias mantinham jardins. “Era desses jardins que vinham as flores – a maioria rosas – que enfeitavam o altar”, lembra. Atualmente, a celebração virou tradição e fiéis de várias localidades levam flores à igreja no dia 12 de outubro, quando é celebrada a missa em Ação de Graças.
José Carlos lembra que uma pessoa, em especial, teve uma participação importante no fortalecimento da fé da família: Lourival Esbaile David, conhecido como “Vazito”. “Ele levava minha mãe e outras mulheres para Ourinhos para que pudessem comprar flores com o dinheiro doado. Como era bom negociador, conseguia bons descontos. Do contrário, aquelas mulheres acabariam pagando mais caro. Foi uma ajuda muito importante a dele e somos muito agradecidos por isso”, enfatiza.
Aos 85 anos de idade, dona Tuti confessa que não tem mais a mesma disposição que tinha há 40 anos e que os filhos e netos continuam a tradição, ao pedir flores para enfeitar a igreja. “Mas a fé continua a mesma. Minha família é abençoada, recebemos um milagre e não vamos desanimar nunca. Nossa fé em Nossa Senhora Aparecida nos une e nos faz cada vez mais fortes”, enfatiza.
A filha Cleuza Molini também comenta acerca da tradição que une a família. “Faz 39 anos que vamos juntos à missa no dia 12 de outubro. Antes era minha mãe e meus irmãos apenas. Hoje vão também nossos filhos, sobrinhos e netos. E, enquanto for possível, cumpriremos a promessa feita por ela e que garantiu à minha mãe e ao meu irmão uma vida longa e saudável”, comemora.
Na missa deste ano, a exemplo dos anos anteriores, a igreja estava lotada e enfeitada de flores. Para o filho Paulo Sérgio, o exemplo da dona Tuti demonstra a importância da fé na busca por cura a quaisquer enfermidades e que todas as pessoas que estão doentes devem ter fé, acreditar e não desistir, mas também devem fazer todo tratamento e receber acompanhamento médico para alcançar a cura. “Deus tem muitas formas de nos salvar. É preciso crer nele e acreditar que ele usa pessoas especiais para nos abençoar”, aconselha.
Agradecida, dona Tuti conclui: “quero agradecer a todos os que contribuem com a doação de flores. Que Deus esteja no seu lar e abençoe a sua família, assim como também somos abençoados ele”.

FONTE: ANPC COMUNICAÇÕES

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