sábado, 14 de janeiro de 2017

Cadeias super lotadas

Delegacia de Wenceslau Braz
Construída há 30 anos, a 36ª Delegacia Regional de Polícia de Wenceslau Braz oferece boas condições em sua estrutura, mas a exemplo de outras unidades da região, a cadeia pública registra uma superlotação de presos. Atualmente 105 presos estão abrigados nas dez celas que com capacidade para abrigar apenas 32.
De acordo com o delegado chefe da unidade, Miguel Chibani Bakr Filho, a segurança é feita por policiais civis e agentes de cadeia. “São cinco Investigadores e cinco agentes. A unidade conta apenas com um escrivão de polícia”, informa o delegado.
Os presos podem receber visitas uma vez por semana e em boa parte do tempo praticam atividades e serviços que contam como remissão de pena. “Os detentos praticam leitura, realizam serviços de limpeza, atividade física, artesanato e estudo”, afirma ele, frisando que a alimentação dos presos é fornecida por uma empresa terceirizada.
A exemplo de outras cadeias, em Wenceslau Braz já foram registrados motins e rebeliões e essas situações sempre podem acontecer, segundo o delegado. “Sempre há risco”, finaliza.
Fugas
A cadeia Pública de Ibaiti é uma das maias antigas do estado, construída há 67 anos e registra um das maiores superpopulações carcerárias do Norte Pioneiro.  Com capacidade para 19 presos, o prédio abriga 84 detentos. Devido à superlotação e à fragilidade da construção, a cadeia já registrou diversas fugas. A cadeia nunca foi reformada e entre os presos, mais de 20 já foram condenados e ainda aguardam transferência para o sistema penitenciário.  Nesse cenário, o risco de novas fugas e rebeliões deixa os funcionários e a segurança sempre em alerta, além de causar preocupação aos moradores vizinhos, pois o prédio está localizado na área central da cidade.
Os presos têm como ocupação o artesanato e assim conseguem a remissão das penas. Como acontece em boa parte das cadeias, a alimentação dos presos em Ibaiti é fornecida por uma empresa terceirizada.
Apesar de funcionar no mesmo prédio, a 38ª Delegacia Regional de Polícia e a Cadeia Pública de Ibaiti são geridas separadamente. Essa última está vinculada ao Depen (Departamento Penitenciário) e conta com o atendimento de dois carcereiros. Além de Ibaiti, ela abriga os presos das cidades de  Conselheiro Mayrink e Japira.
Rebelião
A Delegacia de Polícia de Siqueira Campos também já registrou tentativa de rebelião e como no caso de Wenceslau Braz e Ibaiti, é um risco que nunca está descartado. A cadeia tem capacidade para 21 presos, mas abriga o dobro.  O investigador de polícia de plantão e dois agentes do PSS do Depen (Departamento Penitenciário) são os responsáveis pela segurança do local. Uma parte da construção da delegacia é antiga e outra é recente.
A Cadeia Pública de Tomazina também vive o drama da superlotação. Com capacidade para 10 pessoas, abriga 25 presos, que aguardam pela liberação da remissão das penas com a prática de atividades como o artesanato. Eles já fazem alguns trabalhos, mas sem efeito para diminuição de pena.
De acordo com a Assessoria de Comunicação do Depen, é permitido o uso de televisão e leitura dentro das celas. Em Tomazina não há registros recentes de fugas.

FONTE: Antônio Marques - Jornal Tribuna do Vale

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